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Transtorno de dependência de tela é real e pode danificar o cérebro do seu filho

Da próxima vez que você sair de casa e se aventurar em um lugar público, tire um minuto para dar uma olhada. Não demorará muito para você ver uma criança com os olhos colados em uma tela.

Embora tenhamos testemunhado alguns incríveis avanços tecnológicos no século 21, os pais perceberam que entregar a uma criança o seu smartphone ou tablet é uma solução conveniente para tédio ou acessos de birra.

No entanto, esse “tempo de tela” está criando novos problemas de saúde mental e comportamentais em crianças, devido a essa dependência algumas choram, algumas quebram as coisas e outras até ameaçam o suicídio.

Tornar-se alguém com um transtorno de dependência de tela pode ter efeitos devastadores. De acordo com Claudette Avelino-Tandoc, especialista em Desenvolvimento Familiar e Desenvolvimento Infantil e Consultora em Educação Infantil, o transtorno de dependência de tela pode levar à insônia, dor nas costas, ganho ou perda de peso, problemas de visão, dores de cabeça, ansiedade, desonestidade, sentimentos de culpa e solidão.

Em última análise, no entanto, os efeitos a longo prazo desses sintomas podem ser tão graves quanto os danos cerebrais. De fato, vários estudos explorando os efeitos do transtorno de dependência de tela mostraram que o cérebro das crianças encolhe ou perde tecidos no lobo frontal, estriado e ínsula; essas áreas ajudam a governar o planejamento e a organização, a supressão de impulsos socialmente inaceitáveis e nossa capacidade de desenvolver compaixão e empatia, respectivamente.

Esses dispositivos são ferramentas úteis e essenciais para comunicação, pesquisa, aprendizado, entretenimento, entre outras coisas ”, diz o Dr. Avelino-Tandoc. “Os pais estão lidando com aprendizes do século 21, o que chamamos de ‘nativos digitais’. Eles devem permitir que seus filhos manipulem essas ferramentas. No entanto, o equilíbrio é a palavra chave”. 

5 dicas para pais com filhos que têm um transtorno de dependência de tela de acordo com as novas recomendações da Academia Americana de Pediatria para o uso de mídia infantil e os métodos do Dr. Lynn:

1 – Para crianças menores de 18 meses, evite o uso de mídia de tela diferente de bate-papo por vídeo. Pais de crianças de 18 a 24 meses de idade que desejam introduzir mídia digital devem escolher uma programação de alta qualidade e assisti-la com os filhos para ajudá-los a entender o que estão vendo.

2 – Para crianças de 2 a 5 anos, limite o uso da tela a 1 hora por dia de programas de alta qualidade. Os pais devem co-visualizar mídia com crianças para ajudá-las a entender o que estão vendo e aplicá-las ao mundo ao seu redor.

3 – Para crianças de 6 anos ou mais, estabeleça limites consistentes para o tempo gasto usando a mídia e os tipos de mídia, e certifique-se de que a mídia não substitua o sono adequado, a atividade física e outros comportamentos essenciais à saúde.

4 – Defina regras básicas com antecedência e aplique-as ao designar tempos livres de mídia juntos, bem como locais sem mídia em casa, como quartos.

5 – Mantenha conversas comunicando-se continuamente sobre cidadania e segurança on-line, inclusive tratando outras pessoas com respeito on-line e off-line.

Em contrapartida podemos substituir momentos de lazer na tela, por momentos de lazer com brincadeiras, esse sim proporciona diversos benefícios para o cérebro da criança:

Ao brincar as crianças estão construindo interconexões, entre os neurônios e novas vias neurais, preparando a criança o raciocínio cognitivo complexo mais tarde.

  • Ao brincar as crianças estão construindo interconexões, entre os neurônios e novas vias neurais, preparando a criança o raciocínio cognitivo complexo mais tarde.
  • Incentivam a socialização e fortalecem o vínculo entre pais e filhos
  • Estimulam o desenvolvimento (física, emocional e cognitivo)
  • Desenvolvem otimismo, cooperação, autocontrole e negociação
  • Ensinam a criança a administrar suas decepções e a enfrentar as adversidades
  • Ensinam a ter respeito – a criança aprende a respeitar, ouvir e entender os outros e suas diferenças.
  • Promovem criatividade e imaginação
  • Estabelecem regras e limites
  • Desenvolvem a atenção e o raciocínio estratégico
Texto escrito pela Professora Valéria CREF 025159-G/MG

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